Um Jardim de Romãs

A Garden of Pomegranates

Uma das melhores introduções à Cabala, em um único volume, para magistas.

Capítulo 1
Panorama Histórico

A cabala é uma sabedoria tradicional que pretende tratar in extenso os tremendos problemas da origem e natureza da Vida e a Evolução do Homem e do Universo.

A palavra “Qabalah” deriva de uma raiz hebraica קבל (QBL), que significa “receber”. A lenda conta que esta filosofia é um conjunto de conhecimentos sobre coisas primeiro ensinados pelo Demiurgo a uma seleta companhia de inteligências espirituais de alta categoria que, depois da Queda, comunicaram seus mandatos divinos à Humanidade — que, na realidade, eram eles mesmos encarnados. Chama-se também a Chokmah Nistorah, “A Sabedoria Secreta”, chamada assim porque foi transmitida oralmente pelos Adeptos aos Discípulos nos Santuários Secretos de Iniciação. A tradição conta que nenhuma parte desta doutrina foi aceita como autorizada até que tivesse sido submetida a uma crítica e investigações severas e minuciosas através de métodos de estudo prático e que descreveremos mais adiante.

Para seguir com seu fundamento histórico, a cabala é o ensinamento místico judeu que se refere à interpretação iniciada nas escrituras hebraicas. É um sistema de filosofia espiritual ou teosófica, usando esta palavra em suas implicações originais de Θεος ΣοΦια, que não somente exerceu durante séculos uma influência sobre o desenvolvimento espiritual de gente tão perspicaz e inteligente como os judeus, mas que chamou a atenção de teólogos e filósofos renomados, particularmente nos séculos XVI e XVII. Entre os dedicados ao estudo de seus teoremas estavam Raymond Lully, o metafísico escolástico e alquimista; John Reuchlin, que fez renascer a Filosofia Oriental na Europa; John Baptista von Helmont, o físico e químico que descobriu o hidrogênio; Baruch Spinoza, o filósofo judeu excomungado “Deus ébrio”; e o Dr. Henry More, o famoso especialista em Platão de Cambridge. Estes homens, para citar tão somente alguns entre os muitos que se sentiram atraídos pela ideologia cabalística, depois de buscar ativamente uma visão do mundo que deveria revelá-los as verdadeiras causas da vida e mostrar o vínculo interior real que une todas as coisas, conseguiram satisfazer, ao menos parcialmente, as ansiedades de suas mentes através de um sistema psicológico e filosófico.

Hoje em dia, por norma geral, se aceita que o judaísmo e o misticismo se encontrem em polos opostos do pensamento e que, por conseguinte, o misticismo judaico é uma notória contradição em seus termos. A assunção errônea aqui surge da antítese da lei da doutrina como foi proposta pela mentalidade proselitista de São Paulo (e, em menor grau, pelos esforços racionais de Maimônides para conformar tudo com os princípios formais de Aristóteles), apontando falsamente o judaísmo como uma religião de absoluto legalismo. O misticismo é o inimigo irreconciliável do legalismo puramente religioso.

A confusão se deve não somente aos esforços daqueles teólogos da Idade Média que, desejosos de salvar seus ignorantes irmãos hebreus das dores da tortura e condenação eterna ao inferno, não somente desordenaram e falsificaram os textos originais, mas que também fizeram interpretações extremadamente sectárias para mostrar que os autores dos livros cabalísticos desejavam que os judeus se convertessem em apóstatas do cristianismo.

A cabala tomada em sua forma tradicional e literal — como está contida no Sepher Yetzirah, Beth Elohim, Pardis Rimonim e Sepher haZohar —, é em sua maior parte ininteligível ou, a primeira vista, um completo disparate para a pessoa “lógica” comum. Porém contém como instrumento fundamental de trabalho a joia mais preciosa do pensamento humano, essa disposição geométrica dos nomes, números, símbolos e ideias chamada “Árvore da Vida”. É chamada de a mais preciosa porque é considerada como o sistema mais conveniente descoberto para classificar e registrar suas relações, da qual a prova é as possibilidades ilimitadas para o pensamento analítico e sintético que acompanham a adoção deste esquema (figura 2 – página 27).

Diagrama da Árvore da Vida
Figura 2: A Árvore da Vida

A história da cabala, ao que se refere à publicação de textos esotéricos, é vaga e indeterminada. A crítica literária apontou o Sepher Yetzirah (atribuído ao rabino Akiba) e o Sepher haZohar (do rabino Simeon Ben Yochai), como seus textos principais, no século XVIII no primeiro caso e no século III ou IV, em relação ao segundo. Alguns historiadores mantêm que a cabala é um derivado das ideias pitagóricas, gnósticas e fontes napoleônicas. Esta última opinião reflete, em particular, a crença do Senhor Christian D. Ginsburg.

O grande pensador judeu Graetz também mantém a opinião nada histórica de que o misticismo judaico é um crescimento tardio e doentio, estranho ao gênio religioso de Israel e que tem sua origem nas especulações de um tal Isaac o Cego, na Espanha, entre os séculos XI e XII. Graetz vê a cabala, o Zohar em particular, como “uma falsa doutrina que, embora nova, se denomina a si mesma como um ensinamento judaico de Israel” (História dos Judeus, vol. III, página 565).

Esta afirmação não tem nenhum fundamento, pois uma leitura cuidadosa dos livros do Antigo Testamento, o Talmude e outros documentos rabínicos conhecidos que chegaram até nós indicam que ali pode ser encontrada as grandes e prematuras bases monumentais da cabala. É certo que a doutrina cabalística não está explícita ali, porém a análise a revela para ser tacitamente assumida; muitos críticos apontam que vários dos rabinos mais importantes possam não ser compreendidos sem a implicação de uma filosofia mística querida e venerada em seus corações e que afeta totalmente seus ensinamentos.

Em seu brilhante ensaio, A Origem das Letras e Números de acordo com o Sepher Yetzirah, o senhor Phineas Mordell sustenta que a Filosofia de Números de Pitágoras (o maior enigma de todos os sistemas filosóficos da antiguidade) é idêntica àquela do Sepher Yetzirah e que sua filosofia surgiu aparentemente de uma das escolas fonéticas hebraicas. Mordell, finalmente, aventura na opinião de que o Sepher Yetzirah representa os fragmentos genuínos de Philolaus, que foi o primeiro a publicar a filosofia de Pitágoras e que Philolaus parece corresponder-se curiosamente com Joseph ben Uziel, que escreveu o Sepher Yetzirah. Se a segunda teoria puder manter-se, podemos então supor uma origem pré-talmúdica para o Sepher Yetzirah — provavelmente o século II — anterior a Era Cristã.

O Zohar, se realmente o trabalho de Simeon ben Yochai não foi registrado por escrito naquele momento, porém havia sido oralmente transmitido pelos companheiros das Assembleias Santas, foi finalmente escrito pelo rabino Moses ben Leon, no século XIII. Madame Blavatsky aventura na hipótese de que o Zohar, como agora o possuímos, foi adaptado e reeditado por Moses de Leon depois de ter sido desfigurado em sua maior parte pelos rabinos judeus e eclesiásticos cristãos antes do século XIII. Ginsburg, em seu Kabbalah, dá várias razões de causa para justificar que o Zohar deve ter sido “escrito” no século XIII.

Seus argumentos, embora interessantes em muitos sentidos, não levam em consideração o fato de que sempre houve uma tradição oral. Isaac Myer, em seu amplo, e de certa forma autorizado, tomo intitulado A Cabala, analisa com muito cuidado estas objeções adiantadas por Ginsburg e outros, e me sinto obrigado a confessar que suas respostas, ad seriatim, confirmam a teoria da origem do Zohar no século XIII. O Dr. S. M. Schiller Szinessy, que foi professor de literatura rabínica e talmúdica em Cambridge disse: “O núcleo do livro é dos tempos mishnicos. Rabino Shimeon ben Yochai foi o autor do Zohar no mesmo sentido que o rabino Yohanan foi o autor do Talmude palestino; ou seja, deu o primeiro impulso à composição do livro”.

E considero que o senhor Arthur Edward Waite, em sua obra clássica e erudita A Santa Cabala, onde examina a maioria dos argumentos que se referem à origem e história deste Livro de Esplendor, se inclina pela opinião já expressa aqui, evitando posições extremas, acreditando que, enquanto uma grande parte realmente pertence à era de ben Leon, uma parte ainda maior leva de forma indelével o carimbo da antiguidade.

Seguramente não é de tudo improvável que o Zohar — com suas doutrinas místicas comparáveis, ou melhor dizendo, idênticas em quase cada um de seus detalhes com as de outras raças em outros climas —, deveria ter sido originalmente composto por Simeon ben Yochai, ou outro de seus chegados, ou estudantes, no século II, porém não levados ao papel até Moses de Leon, no século XIII.

Uma apresentação muito parecida à hipótese anterior é encontrada na excelente obra do Prof. Abelson, intitulada O Misticismo Judeu, onde lemos que:

Devemos tomar cuidado em seguir a opinião equivocada de determinado grupo de teólogos judeus que nos faria olhar para a totalidade da cabala medieval (da qual o Zohar é uma parte visível e representativa) como uma importação estrangeira, repentinamente e de forma estranha. Realmente é uma continuação da velha corrente de pensamento talmúdico e midráshico com a adição de elementos estranhos recolhidos, como era inevitável — pela trajetória da corrente através de muitas terras —, elementos cuja associação deve ter transformado em muitas formas o matiz e a natureza original da corrente.

Seja como for, e ignorando os aspectos estéreis da controvérsia, a aparição pública do Zohar foi o grande sinal no desenvolvimento da cabala; e hoje em dia podemos dividir sua história em dois principais períodos: pré-zohárico e pós-zohárico. Enquanto não se pode negar que houve Profetas judeus e Escolas místicas de grande habilidade e que possuíam grande quantidade de saber recôndito nos tempos bíblicos, como o de Samuel, os essênios, e Philo, a primeira escola cabalística da qual possuímos público e preciso registro, foi conhecida como a Escola de Gerona na Espanha (século XII d.c.), chamada assim porque seu fundador, Isaac o Cego; e muitos de seus discípulos nasceram ali.

Não se sabe praticamente nada sobre o fundador da Escola. Dois de seus estudantes foram o rabino Azariel e o rabino Ezra. O primeiro foi o autor de uma clássica obra filosófica intitulada O Comentário sobre as Dez sephiroth, uma excelente e a mais lúcida exposição de filosofia cabalística e considerada uma obra autorizada por aqueles que a conhecem. Estes foram sucedidos por Nachmanides, nascido em 1195 d.c., que foi o artífice da atenção devotada a este sistema esotérico naqueles tempos na Espanha e na Europa em geral. Suas obras tratam, principalmente, sobre os três métodos de permutação de números, letras e palavras, como será descrito no Capítulo VI.

A filosofia experimentou uma profunda elaboração e exposição nas mãos de R. Isaac Nasir e Jacob ben Sheshet, no séculos XII; o último compôs um tratado em prosa rimada e uma série de oitos ensaios que tratavam das doutrinas do Infinito (En Soph), a Reencarnação (Gilgolim), a doutrina da Retribuição Divina (Sod ha Gimol), ou, para usar um termo oriental mais adequado, o Carma, e um tipo peculiar de cristologia.

A próxima, na sequência, foi a Escola de Segovia, e seus discípulos, entre os quais estava Todras Abulafia, um médico e investidor que ocupou uma das posições mais importantes e distintas na corte de Sancho IV, rei de Castilla. A predisposição característica desta Escola era a sua devoção aos métodos exegéticos; seus discípulos se esforçaram para interpretar a Bíblia e o Hagadah de acordo com a doutrina da cabala.

Outra Escola contemporânea achou que o judaísmo daquele momento, tomado por um ponto de vista exclusivamente filosófico, não indicava “o caminho correto ao Santuário”, e se esforçaram em combinar filosofia e cabala, ilustrando seus diversos teoremas com fórmulas matemáticas.

Pelo ano de 1240 d.c. nasceu Abraham Abulafia, que se converteu em uma célebre figura — desacreditou, contudo, o nome desta teosofia. Estudou filologia, medicina e filosofia, assim como os poucos livros sobre cabala que naquele momento existiam. Prontamente intuiu que a Filosofia dos Números de Pitágoras era idêntica à exposta no Sepher Yetzirah e, mais tarde, insatisfeito com a investigação acadêmica, se dedicou àquele aspecto da cabala denominado מעשית קבלה ou Cabala Prática, que hoje em dia chamamos de Magia. Infelizmente os cabalistas públicos daquela época não dispunham da técnica desenvolvida e especializada que agora existe, derivada dos Collegii ad Spiritum Sanctum. O resultado foi que Abulafia se enganou bastante em seus posteriores experimentos e viajou à Roma para esforçar-se em converter o Papa (de todos) ao judaísmo. Deseja-se o juízo do leitor ao êxito que tiveram os seus esforços.

Mais tarde aclamou a si mesmo, de forma bastante entusiástica, como o Messias esperado durante tanto tempo e profetizou o milênio — que não ocorreu. Sua influência tem sido totalmente nociva. Um discípulo seu, Joseph Gikatilla, escreveu em interesse e defesa de seu mestre um número de tratados que estavam relacionados com os diversos aspectos da exegese estabelecidos por ele.

O Zohar representa o próximo grande desenvolvimento. Este livro, combinando, absorvendo e sintetizando as diferentes doutrinas e características das escolas anteriores, fez sua estreia, causando sensação nos círculos filosóficos e teológicos por causa de suas especulações a respeito de Deus, a doutrina das Emanações, a evolução do Universo, a Alma e suas Transmigrações e seu retorno final à Fonte de Tudo. A nova era na história da lenda, filosofia e anedota continuaram até os dias atuais. Todavia, hoje, quase todos os escritos que já se aderiram às doutrinas da cabala têm feito do Zohar seu principal livro-texto e seus expoentes tem se dedicado assiduamente a comentários, resumos e traduções — equivocando, contudo, com muito poucas exceções, sobre as possibilidades reais que servem de base à Árvore da Vida cabalística.

O Zohar impressionou de tal forma ao célebre metafísico escolástico e químico experimental Raymond Lully que ele sugeriu o desenvolvimento do Ars Magna, uma ideia cuja exposição exibe as mais sublimes ideias da cabala, contemplando-a como uma ciência divina e uma revelação genuína de Luz na alma humana. Foi uma daquelas poucas figuras asiladas atraídas por seu estudo que entendeu seu uso de um tipo particular de símbolos e se esforçou em construir um alfabeto filosófico e mágico prático, sobre os quais se tentará fornecer uma explicação nos capítulos restantes deste livro.

Abraham Ibn Wakar, Pico dela Mirandola, Reuchlin, Moses Cordovero e Isaac Luria, são uns poucos entre os pensadores mais importantes anteriores ao século XVII, cujas especulações afetaram de formas diversas o progresso de investigação cabalística. O primeiro nomeado (um aristotélico) fez uma tentativa realmente nobre de reconciliar à cabala com a filosofia acadêmica de seu tempo e escreveu um tratado que é um excelente compêndio de cabala.

Mirandola e Reuchlin foram cristãos que empreenderam um estudo de cabala com o motivo oculto de obter uma arma adequada com a qual converteria os judeus ao cristianismo. Alguns judeus foram tão tristemente enganados e confundidos pela mutilação dos textos e pelas interpretações distorcidas que abandonaram o judaísmo. Paul Ricci, médico do imperador Maximiliano I; John Stephen Rittengal, um tradutor do Sepher Yetzirah ao latim; e em tempos mais recentes Jacob Franck e sua comunidade foram arrebanhados pela cristandade ante a indiscutível afirmação de que o Zohar conciliava e revelava as doutrinas do Nazareno. Tais provas, naturalmente, desprestigiaram seus autores e atualmente falam contra seus alegadores e seus aceitadores.

Cordovero se converteu em um mestre da cabala em idade precoce e suas principais obras são filosóficas e têm pouco a ver com a questão prática ou mágica.

Luria fundou uma Escola totalmente oposta à de Cordovero. Ele mesmo foi um zeloso e brilhante estudante do Talmude e do saber rabínico, porém percebeu que o simples retiro a uma vida de estudos não o satisfazia. Então ele se retirou para as margens do Nilo, onde se dedicou exclusivamente à meditação e às práticas ascéticas, recebendo visões de caráter surpreendentes. Escreveu um livro expondo suas ideias sobre a teoria da reencarnação (ha Gilgolim). Um aluno seu, rabino Chayim Vital, produziu uma obra abrangente, A Árvore da Vida, baseada nos ensinamentos orais do mestre, dando dessa forma um ímpeto tremendo ao estudo e prática cabalística.

Existem vários cabalistas de diversas importâncias no período intermediário da história pós-zohárica. Rússia, Polônia e Lituânia deram refúgio a um grande número deles. Nenhum destes expôs publicamente aquela parte particular da filosofia à qual está dedicado este tratado. O movimento evangelista espiritual inaugurado entre os judeus da Polônia pelo rabino Israel Baal Shem Tov na primeira metade do século XVIII é suficientemente importante para justificar citá-lo aqui. Pois, embora o jasidismo, como se chamou este movimento, deriva seu entusiasmo do contato com a natureza e com o ar livre dos Cárpatos, tem sua origem literária e sua significativa inspiração nos livros que formam a cabala.

O hassidismo deu as doutrinas do Zohar ao “Am ha-aretz” como nenhum outro grupo de rabinos havia conseguido fazer, e além disso, parece que a Cabala Prática recebeu ao mesmo tempo um impulso considerável. Pois encontramos que a Polônia, Galícia e certas regiões da Rússia foram cenários de atividades de rabinos errantes e especialistas do Talmude, a que se deu o nome de tsadikim ou magos, homens que assiduamente dedicaram suas vidas e seus poderes à Cabala Prática. Porém não foi até o século passado, com seu impulso a todo tipo de estudos de mitologia comparativa e controvérsia religiosa, que descobrimos uma intenção de unificar todas as filosofias, religiões, ideias científicas e símbolos em um Todo coerente.

Eliphas Lévi Zahed, um diácono católico romano de destacada perspicácia, publicou um brilhante volume em 1852, Dogmas e Ritual de Alta Magia, no qual encontramos sintomas claros e inequívocos de uma compreensão da base essencial da cabala. Suas dez sephiroth e as vinte e duas letras do alfabeto hebraico com uma organização adequada para a construção de um sistema prático de comparação e síntese filosófica. Diz-se que publicou esta obra em um momento em que a informação sobre todos os temas ocultos estava rigorosamente proibida por várias razões pessoais pela Escola Esotérica à qual pertencia. Encontramos depois um volume afim publicado pouco tempo depois, A História da Magia, onde — indubitavelmente para se proteger da censura que o apontava e para despistar a insuspeitos seguidores da pista — contradiz suas teorias e conclusões anteriores.

Vários fiéis expositores de impecável erudição da última metade do século XIX foram os artífices da moderna regeneração dos princípios fundamentais e sensatos da cabala, sem vieses teológicos nem superstições histéricas que haviam sido depositados sobre esta venerável e arcana filosofia durante a Idade Média. W. Wynn Westcott, que traduziu o Sepher Yetzirah ao inglês e escreveu Uma Introdução ao Estudo da Cabala; S. L. MacGregor Mathers, o tradutor de partes do Zohar e A Magia Sagrada de Abramelin o Mago; Madame Blavatsky, aquela mulher de coração de leão, que atraiu a atenção de estudantes ocidentais pela filosofia oriental; Arthur Edward Waite, que realizou sumários acessíveis e muito bem expostos de várias obras cabalísticas; e o poeta Aleister Crowley com seu Liber 777 e Sepher sephiroth, entre muitos outros escritos filosóficos; sinto-me muito em dívida com eles — todos aportaram informação vital que pode ser utilizada para a construção do alfabeto filosófico.

Pintura do Jardim do Éden Depois da Queda
O Jardim do Éden Depois da Queda

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Fonte: Traduzido por Xamanian.
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